Sem Licença Pajoan Continua na Ativa
Itaquaquecetuba
Terminou a licença concedida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente à empreiteira Pajoan para a utilização do depósito regional que esta recebendo cerca de 1,5 mil toneladas de lixo produzidas diariamente por oito cidades do Alto Tietê. Apesar de o prazo expirar, o aterro continuará operando nas próximas semanas sob o argumento de que o depósito instalado no Pinheirinho, bairro da periferia de Itaquaquecetuba, ainda não atingiu a cota 730, ou seja, a montanha de lixo não alcançou os 730 metros acima do nível do mar. No final da tarde de ontem, um dos responsáveis pelo aterro, o empresário Carlos Cardoso, afirmou que foram estabelecidas duas regras para a operação do aterro. "A licença previa a paralisação das atividades no dia 22 de junho ou quando a cota 730 fosse alcançada. Amanhã (hoje) é dia 22, mas a cota estabelecida vai demorar uns 40 dias para ser alcançada. E já pedimos licença da Cetesb para alcançar a cota máxima", argumentou. Ele ressaltou que no caso de a cota máxima ser autorizada pelo governo estadual, a vida útil do aterro se estenderá até meados de 2011. E nesta data a ampliação do depósito regional (para um terreno anexo ao do aterro atual) já deverá ter sido liberada pela Cetesb, completou o proprietário do aterro que tem contratos milionários com as prefeituras da região. A Secretaria Ambiental do Estado destacou que o maior problema do aterro teria a ver com a estabilidade da montanha de lixo. O órgão informou que quando o depósito atingisse a cota 725 metros, a Pajoan teria de comprovar a estabilidade do aterro. E de acordo com essa avaliação técnica apresentada pelo empreendedor, a Secretaria de Meio Ambiente poderá autorizar a continuidade da operação. O órgão promete revelar hoje o resultado das avaliações feitas pela Cetesb com base nas informações da Pajoan sobre a volume e a estabilidade de resíduos.
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